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26 de dez de 2009


Viva o Gordo

Emissora: Tv Globo.
Ano de Produção: de 1981 a 1987.
Cores.
Companhias Produtoras: Rede Globo.
Elenco: Jô Soares, Angela Vieira, Berta Loran, Bia Nunes, Brandão Filho, Carlos Moreno, Cecília Loyola, Célia Biar, Cesar Pezzuoli, Daúde Santana, Dênis Derkian, Denise Bandeira, Eliezer Motta, Felipe Carone, Flávio Migliaccio, Hélio Ary, Inês Galvão, Jorge Lafond, Kate Lira, Otávio Cesar, Paulo Celestino, Paulo Celestino Filho, Paulo Silvino, Pedro Paulo Rangel, Rogério Cardoso, Sylvia Bandeira, Tánia Loureiro, Walter D’Ávila.

Primeiro programa humorístico comandado exclusivamente por Jô Soares, que já havia participado na Tv Globo dos humorísticos Quadra de Setes (1966), Faça Humor Não Faça Guerra (1970), Satiricom (1973), Planeta dos Homens (1976) e do programa de variedades Globo Gente (1973). Viva o Gordo abordava um tema por semana, apresentado em quadros fixos e esquetes, com personagens vividos pelo humorista e o elenco de apoio, além da participação de convidados especiais. Viva o Gordo lançou vários bordões que fizeram sucesso entre os telespectadores. Um dos primeiros a ficar famoso foi “Ah, eu quero aplaudir”, do personagem Zé (Jô Soares), um operário que ficava perplexo com as notícias que o amigo Juca (Flávio Migliaccio) lia nos jornais.
Entre os outros tipos apresentados por Jô Soares estavam seu Roseira, um velho cortineiro de teatro; Bô Francineide, uma atriz de pornochanchadas que andava sempre acompanhada de sua “Pornô-Mãe” (Henriqueta Brieba); Sebá, o “último exilado” que se preparava para voltar ao Brasil; Gelatina, um guarda que tinha medo de assaltos; e o Reizinho, que vivia às voltas com os problemas de seu reino, ao lado de Eminência (Eliezer Motta) com seus conselhos e do Bobo da Corte (Flávio Migliaccio). As gravações do programa eram realizadas no Teatro Fênix na cidade do Rio de Janeiro.
Em 1982, a equipe de redatores passou a contar com a participação de Luis Fernando Veríssimo. Foram criados novos tipos e quadros, entre eles o Capitão Gay (“o defensor das minorias”) e seu ajudante Carlos Sueli (Eliezer Motta), o Vetríloquo, o Menino, o Ceguinho e a Sogra. Em março do ano seguinte, Viva o Gordo reestreou com algumas mudanças em novos dia e horário: terças-feiras, às 21h30. O programa deixou de lado a estratégia de abordar um tema por semana e passou a trabalhar semanalmente assuntos distintos nos quadros e esquetes. Personagens antigos sofreram algumas alterações, como o Reizinho, que foi destronado e passou a enfrentar os problemas de um plebeu, e o Capitão Gay, que era apresentado como criança.
Em 1983, foram criados também alguns tipos novos, como Alice no País das Maravilhas e Coração do Povo. A política ganhou mais ênfase, passando a ilustrar até mesmo a abertura do humorístico. Criada pelo designer Hans Donner, a nova vinheta apresentava Jô Soares interpretando gordos famosos da história, como Mao Tsé-tung e o papa João XXIII. Carlos Ferreira passou a integrar a equipe de redatores.
Em 1984, Viva o Gordo voltou a ser exibido às segundas-feiras, às 21h20. A estrutura manteve-se a mesma. Durante o primeiro mês do programa, novos tipos foram apresentados, enquanto os personagens antigos entravam fazendo apenas a apresentação dos quadros, que nos anos anteriores era feita por Jô Soares, sem caracterização.
Ainda em 1984, alguns personagens de sucesso dos anos anteriores voltaram com seus quadros. A redação passou por algumas mudanças com a saída de Afonso Brandão e a entrada de Armando Costa. Foi criada uma nova abertura que apresentava Jô Soares praticando esportes e saltando numa grande cama elástica. Entre os novos tipos estavam o General Gutierrez, um argentino que decidira morar no Brasil e trocar seu nome para Severino Silva; Kid Frutuoso, líder de um conjunto de punks chamado Sangra Sangra Hemorragia, disposto a destruir a sociedade de consumo; Jaquelino, um homem honesto “até certo ponto”; dona Conceição, uma economista irritada, entre outros.
Em abril de 1985, depois de ter a estréia adiada por causa da morte de Tancredo Neves, Viva o Gordo voltou a ser exibido com 13 novos tipos criados por Jô Soares. Entre eles estavam Anabela, uma repórter que só cobria catástrofes; Don Casqueta, um poderoso chefe mafioso; e Domingão, um craque de futebol que não entendia por que não tinha sido descoberto pelos empresários italianos.
Jô Soares também criou para Viva o Gordo daquele ano o quadro “PR - porta- voz”, a emissora de rádio dos desmentidos, e alguns quadros curtos, como o de um neurastênico e o de um inglês que tentava de todas as formas entender como funcionava o jeitinho brasileiro. Em agosto de 1985, Francisco Milani, que já integrava o elenco do humorístico, assumiu a direção do programa. Viva o Gordo recebeu o prêmio de humor desse mesmo ano, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
Ainda em 1985 Jô Soares deu vida ao coronel Pantoja, amigo do coronel Bezerra, interpretado por Chico Anysio. O quadro dos dois coronéis aparecia alternadamente em Viva o Gordo e em Chico Anysio Show (1982).
Em abril de 1986, o programa reestreou, mantendo a mesma estrutura, porém com várias modificações na apresentação: tipos novos, quadros diferentes e mais longos, além de musicais, nos quais eram feitas paródias de canções conhecidas, com letras novas, sempre abordando algum acontecimento da semana. Alguns personagens antigos foram mantidos como o General Gutierrez, o vendedor de corruptos, o Zé da Galera, o Pai Coruja e o argentino Gardelón.
Entre os novos tipos estavam o Venturoso, o emissário do rei D. Manoel, que contava notícias da ex-colônia, o Brasil; o Espantalho, um trabalhador desempregado que fazia biscates numa fazenda, junto com dois corvos que tinham opiniões firmes sobre os mais diversos assuntos; e Piloto, o assistente de estúdio, que se consagrou com o bordão “Falha nossa!”.
Em março de 1987, Viva o Gordo apresentou 20 novos tipos durante os dois primeiros meses. Entre eles: Araponga, recepcionista que não entendia o nome das pessoas e que logo fez sucesso com o bordão “Quain?”; o surdo do ‘Gordo Notícias’, que passava as notícias através de mímicas; Júlio Flores, um anarquista basco, que era assessor para qualquer tipo de greve; e o dentista que se apaixonava pelas bocas de suas pacientes e fechava o quadro com o bordão “Bocão!”.
Entre os personagens de sucesso mantidos do ano anterior estavam a Velhinha - surda e corcunda, de guarda- chuva em punho e com a boca sempre mal-pintada de batom - que queria ser artista; e Zezinho, o telespectador que gostava de criticar o programa e ver um strip-tease ao final de cada edição.
Em junho de 1987, Francisco Milani entregou a direção a Walter Lacet, que ficou à frente do programa até o seu término em dezembro daquele ano.


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