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18 de abr de 2010


22 Anos sem Chacrinha

 

Há 22 anos, o Brasil perdia José Abelardo Barbosa de Medeiros, o Chacrinha, que foi um grande comunicador de rádio e um dos maiores nomes da TV no Brasil, como apresentador de programas de auditório, enorme sucesso dos anos 1950 aos 1980.

Em seus programas de televisão, foram revelados para o país inteiro nomes como Roberto Carlos, Paulo Sérgio e Raul Seixas, entre muitos outros. 

Desde os anos 1970 era chamado de Velho Guerreiro, conforme homenagem feita a ele por Gilberto Gil que assim se referiu a Chacrinha numa conhecida letra de canção que compôs chamada "Aquele Abraço".
Em 1956 estreou na TV com o programa “Rancho Alegre”, na TV Tupi, na qual começou a fazer também a “Discoteca do Chacrinha”.

Em seguida foi para a TV Rio e, em 1970, foi contratado pela Rede Globo. Chegou a fazer dois programas semanais: “A Buzina do Chacrinha” (no qual apresentava calouros, distribuía abacaxis e perguntava "-Vai para o trono, ou não vai?") e “Discoteca do Chacrinha”.

Dois anos depois voltou para a Tupi. Em 1978 transferiu-se para a TV Bandeirantes e, em 1982, retornou à Globo.

Suas frases e bordões ficaram famosos, como "Na televisão nada se cria, tudo se copia".

Os jurados ajudavam a criar o clima de farsa, no qual se destacaram Carlos Imperial, Aracy de Almeida, Rogéria, Elke Maravilha e Pedro de Lara, dentre muitos outros.

Outro elemento para o sucesso dos programas para TV eram as chacretes dançarinas, que faziam coreografias bastante simples e ingênuas para acompanhar as músicas. Apesar de vestidas de forma decorosa e rigorosamente acompanhadas pelo apresentador que lhes vetava, por exemplo, se encontrarem com fãs, elas fizeram parte do universo erótico de gerações de espectadores do programa.

No início eram conhecidas como as vitaminas do Chacrinha. A mais famosa de todas as chacretes foi, sem dúvida, Rita Cadillac.

Há também outras frases engraçadas, quando ele diz que "Graças a Deus o programa acabou", ou então "Alguns calouros saem daqui contratados por alguma fábrica de discos, outros vão para a cadeia".

Anualmente, lançava em seu programa uma marchinha para o Carnaval.
Conhecido como Velho Guerreiro, em 1987 foi homenageado pela Escola de Samba carioca Império Serrano. Em Outubro de 1987 recebeu título de "doutor honoris causa" da Faculdade da Cidade, no Rio.

Curiosidades

Quando o bacalhau encalhou nas Casas da Banha, seu patrocinador na TV Tupi, Chacrinha arrumou um jeito de reverter a situação. Durante o programa, se virou para o auditório: "Vocês querem bacalhau?", e atirava o peixe para o auditório, onde a platéia disputava a tapa o produto. As vendas explodiram e ele explicou: "Brasileiro adora ganhar um presentinho."

“Discoteca do Chacrinha”, foi exibida pela Globo, de 05/07/1967 a 29/11/1972 , todas as quartas-feiras, às 20h30.

Programa apresentado por Chacrinha. Era produzido no auditório da TV Globo em São Paulo, onde era exibido às quintas-feiras. No Rio de Janeiro, ia ao ar nas noites de quarta-feira.

Carlos Manga, que então dirigia a TV Rio, afirmou que Chacrinha era o responsável pela liderança de audiência da emissora.

A ênfase da “Discoteca do Chacrinha” estava nas atrações musicais. Em sua primeira fase, o programa era caracterizado, sobretudo, por um concurso de calouros. Posteriormente, passou a receber os artistas de maior sucesso do momento, como Roberto Carlos, Wanderléia, Clara Nunes, Waldick Soriano, Jerry Adriani, The Fevers, Roberto Leal, Wanderley Cardoso, Jair Rodrigues, Martinho da Vila, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Elis Regina, entre muitos outros.

Chacrinha também contribuiu para a projeção de vários artistas, como Celly Campello, que ganharam popularidade depois de se apresentarem em seu programa.

Na Discoteca ele incluía diversos concursos, que premiavam “a mais bela estudante”, “a melhor redação infantil”, “a mais rápida datilógrafa”, “a mãe com maior número de filhos”, entre outros. Essas disputam tinham caráter nacional, contando com participantes de diversos estados. O concurso da “mais bela estudante”, por exemplo, realizado todos os anos, teve uma final – a de 1969 – apresentada no estádio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

Algumas dessas disputas tinham temática inusitada, como o prêmio dedicado à galinha “que botasse ovo mais rápido”, ou ao cachorro “com maior número de pulgas”.

O programa tinha também um quadro de Esportes, em que o apresentador convidava alguns locutores de rádio bastante populares, como Edmo Zarife, Luiz de Carvalho e Washington Rodrigues, o Apolinho, para comentarem os gols da rodada.

“Buzina do Chacrinha", foi exibida pela Globo, de 1967 a 1972, sempre aos domingos, às 20h.

O programa de calouros apresentado por Chacrinha, que estreou como “A hora da Buzina”. Passou a se chamar “Buzina do Chacrinha” em dezembro de 1970. Era transmitido do auditório da TV Globo em São Paulo, onde era exibido aos sábados. 

No Rio de Janeiro, era exibido nas noites de domingo, logo após o “Casamento na TV” (1967), comandado por Raul Longras. A partir de julho de 1969, passou a ser transmitido depois do “Programa Silvio Santos”.
O estilo do apresentador Chacrinha, o velho guerreiro, era inconfundível: para a platéia, jogava bacalhau e outros gêneros alimentícios; aos calouros eliminados, distribuía abacaxis, usando sempre uma buzina para pontuar sua atuação. Apresentava-se sempre fantasiado, com um figurino espalhafatoso que variava de uma baiana estilizada a uma roupa de mulher-maravilha.

Seus bordões eram conhecidos pelo Brasil inteiro. Entre eles, destacam-se: “Tereziiiiiiiiiiiiinha, uh uh!”; "Vocês querem bacalhau?"; "Eu vim para confundir, não para explicar!" e "Quem não se comunica, se trumbica!" e “Roda, roda, roda e avisa!”.

Este, inclusive, teria sido inspirado nas instruções que o diretor Régis Cardoso dava aos operadores, durante as gravações da novela “Anastácia, a Mulher sem Destino” (1967).

Diversos quadros e atrações musicais fizeram parte do programa, entre as quais o Trono dos lançamentos, em que cantores entravam na disputa e eram julgados como os demais calouros. O programa lançou e contribuiu para tornar populares cantores da Jovem Guarda, do Tropicalismo, entre outros.

(Chacrinha e Elke Maravilha)

O júri do programa era formado por diversas personalidades, entre elas o sisudo Pedro de Lara e a intempestiva Aracy de Almeida, Elke Maravilha, entre outros.

Assim como a “Discoteca...”, a “Buzina...” também ficou conhecida pelos diversos concursos que promovia. Muitos eram inusitados, como o que premiava o penteado mais bonito, a Miss Vovó, ou ainda, o garçom mais simpático, a mais bela comerciária, a empregada doméstica mais bonita do Nordeste, entre outros.

No Concurso das buzinadas, realizado semanalmente, Chacrinha concedia prêmios a quem acertasse o número de vezes que ele usaria sua buzina durante o programa.

No decorrer de 1970, tanto a Buzina quanto o “Programa Silvio Santos” enfrentaram a forte concorrência do “Programa Flávio Cavalcanti”, da TV Tupi, na disputa pela audiência dominical.

Chacrinha permaneceu na Rede Globo até 1972, quando se transferiu para a TV Tupi. Voltou dez anos depois, em 1972, para apresentar o programa “Cassino do Chacrinha”.

“Cassino do Chacrinha”, foi exibido pela Globo, de 1982 a 1988, nas tardes de sábado, às 16h.

Era um programa de auditório com atrações musicais e show de calouros, com a direção de José Aurélio “Leleco” Barbosa, filho do apresentador, e de Helmar Sérgio. Tinha duas horas de duração e, ao som de "Abelardo Barbosa, está com tudo e não está prosa", Chacrinha iniciava o programa. 

Dez anos depois de apresentar a “Discoteca do Chacrinha” (1967) e a “Buzina do Chacrinha” (1967), Chacrinha voltava a comandar um programa de auditório na TV Globo, gravado no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro. O nome fazia homenagem ao primeiro grande sucesso radiofônico de Chacrinha, como já comentei acima, cerca de 30 anos antes, na Rádio Tupi.

Sempre acompanhado por suas sensuais “chacretes”, vestido com um dos seus figurinos extravagantes e coloridos, o apresentador animava o público com seu gestual e seus bordões, além de distribuição de bacalhau e abacaxi. Chacrinha também brincava com a platéia perguntando: "quem vai querer o pepino do Nuno Leal Maia?"; a "mandioca da Maria Betânia?"; ou a "banana do Chico Anysio?".

A cada programa, um improviso. Mestre da comunicação popular, Chacrinha chamava: “Terezinha!”, e o auditório inteiro respondia: “Uh, uh!”. Muitas de suas frases, repetidas entre uma buzinada e o anúncio da próxima atração, marcaram época e fizeram história na televisão: “Quem não comunica se trumbica”; “Eu vim para confundir, não para explicar”; “Na TV nada se cria, tudo se copia”.

A cada semana, até dez calouros se apresentavam no programa, sendo julgados por atores do elenco da TV Globo como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Mario Gomes e Vera Fischer, entre outros. A atriz Elke Maravilha e o radialista Edson Santana, Rei Momo do Carnaval na época, participavam como jurados fixos. Os vencedores recebiam prêmios em dinheiro.

Embora em menor número, o “Cassino do Chacrinha” também promovia concursos, como o que elegeu a criança mais bonita de 1982. Manteve-se também o Concurso das buzinadas.

O programa atraía, semanalmente, centenas de pessoas interessadas em acompanhar as gravações e ver de perto seus ídolos. A disputa por um lugar no auditório era grande, e filas enormes se formavam na porta do Teatro Fênix, horas antes do início da gravação. A produção priorizava a audiência feminina, e os homens só entravam se sobrasse espaço.

Em 1983, Chacrinha se afastou do comando do Cassino por mais de um mês, devido a uma estafa. Ao voltar, em março daquele ano, o cenário do programa – a cargo de Mário Monteiro e Alfredo Pereira – foi totalmente recriado, transformando o palco do Teatro Fênix efetivamente num grande cassino, com mesas de jogo, roletas etc.

Em 1987, o apresentador comemorou seus 70 anos no programa. Com problemas de saúde, Chacrinha chegou a ser substituído, a partir do dia 11 de junho de 1988, pelo humorista João Kleber. Antes do fim do mês, porém, Chacrinha já voltava ao comando do programa, compartilhando a apresentação com o mesmo João Kleber.

Faleceu no dia 30 de junho de 1988, às 23h30, de infarto do miocárdio e insuficiência respiratória (tinha câncer no pulmão), aos 70 anos.
O último programa "Cassino do Chacrinha" foi ao ar em 2 de julho de 1988.



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