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4 de abr de 2010


Das novelas para a história da música brasileira

Em 40 anos de existência, a gravadora Som Livre não só incluiu músicas na memória da população brasileira como revelou talentos como os Novos Baianos e Barão Vermelho. Confira os álbuns preferidos de nomes como João Araújo e Charles Gavin

Danilo Casaletti



 Divulgação
Para todos os gostos Chico Buarque, trilhas de novelas, Novos Baianos e Xuxa são alguns dos títulos que fazem parte do catálogo da gravadora

O que têm em comum Dona, do Roupa Nova, O Amor e o Poder, de Rosana, e The Blower’s daughter, de Damien Rice? Aparentemente, nada, mas todas se tornaram parte da memória musical dos brasileiros por uma razão muito simples: fizeram parte da trilha sonora de novelas de enorme sucesso no país. Dona é imediatamente associada à Viúva Porcina, personagem de Regina Duarte em Roque Santeiro (1985). O hit de Rosana lembra Jocasta, vivida por Vera Fisher em Mandala (1987). O refrão “And so it is...” popularizou-se com Júlia, papel de Glória Pires na novela Belíssima (2005). Outro ponto comum entre essas músicas é estarem reunidas em álbuns com trilhas sonoras lançados pela Som Livre.

A história desses álbuns que são uma marca do mercado fonográfico brasileiro começou no final de 1969, quando o executivo João Araújo recebeu a missão de criar uma gravadora para ser o “braço” da TV Globo (do mesmo grupo da Editora Globo, que publica ÉPOCA) no lançamento das trilhas de novelas da emissora. Em um prazo curtíssimo e sem qualquer experiência anterior semelhante, Araújo precisava produzir as músicas da novela O Cafona, escrita por Bráulio Pedroso e protagonizada por Marília Pêra e Francisco Cuoco.

“Resolvi colocar a Marília cantando seu próprio tema, Shirley Sexy”, diz Araújo. “Foi uma luta. A Marília se achava fanhosa e não queria cantar”. Para produzir esse primeiro álbum, Araújo recorreu também a um chinês de 1,90 metro de altura que vira cantar em uma boate do Rio de Janeiro e a um outro cantor, a quem batizou de Marcello Guenza, para cantar um tema em italiano. “A gravadora estava no começo e os artistas ainda desconfiavam por ela ser da TV Globo”

Vencida a resistência inicial, a gravadora conquistou espaço e chega aos 40 anos comemorando as boas vendas de CDs e DVD em meio à crise financeira mundial e à crise do mercado fonográfico, que ainda tenta driblar a pirataria e se adaptar às novas tecnologias. Só no primeiro quadrimestre de 2009, as vendas somam 20 % a mais que no mesmo período do ano passado.


Milagre? Talvez esse não seja o termo correto. Depois da boa fase com as novelas, um dos “artistas” campeões de vendas é o padre-galã Fábio de Melo, cujos CD e DVD, gravados ao vivo, venderam cerca de 650 mil cópias em quatro meses. Para o atual presidente da gravadora, Leonardo Ganem, a crise também teve um efeito positivo. “As pessoas passaram a procurar presente mais barato”, diz. “O último Natal foi o nosso melhor em cinco anos".

Para comemorar os bons resultados e celebrar seus 40 anos, a Som Livre tentou resgatar em alguns lançamentos o “charme dos antigos discos”, segundo definição de Ganem. Um exemplo é o CD da cantora Nana Caymmi, lançado no início deste mês, que traz um encarte caprichado e embalagem especial.

As trilhas de novelas, as coletâneas e produtos associados aos programas da TV Globo ainda são o grande foco da gravadora mas, em 2009, a aposta de Ganem é a cantora e compositora paulista Maria Gadú, que terá seu primeiro CD lançado pela gravadora em junho. Descoberta pelo diretor Jayme Monjardin, Gadú participou da minissérie Maysa no papel de uma cantora que se apresentava em uma das boates frequentadas pela artista. Uma festa e uma exposição com o acervo da gravadora também fazem parte dos planos para a comemoração.

Os nomes por trás de quatro décadas de música

Divulgação
Passado e Presente João Araújo, Leonardo Ganem e Nelson Motta se encontram em evento promovido pela Som Livre

João Araújo, que passou quase 40 anos no comando da Som Livre- deixou o cargo em 2004 -, foi quem teve a ideia de fazer duas trilhas para cada novela: uma nacional e outra internacional. A gravadora chegou a ter trilhas assinadas especialmente para as novelas. Foram os casos de O Bem Amado (Toquinho e Vinícius de Moraes), O Bofe (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), O Primeiro Amor (Antonio Carlos e Jocafi), Os Ossos do Barão (Paulo Sérgio e Marcos Valle) e O Rebu (Raul Seixas e Paulo Coelho). “Com o tempo, esse modelo ficou difícil. Precisávamos de agilidade e resolvemos nos focar nos modelos de coletâneas”, diz Araújo.

Embora a Som Livre esteja intimamente relacionada às novelas, Araújo lançou o grupo Novos Baianos, recusou Roberto Carlos, revelou Djavan e teve dúvidas em lançar o grupo de seu filho Cazuza, o Barão Vermelho. Por lá também passaram nomes importantes da música brasileira como Rita Lee, Lulu Santos, Emílio Santiago, Raul Seixas, Xuxa, entre outros. Aliás, ainda é da “rainha dos baixinhos” o recorde de vendas da gravadora: 3,5 milhões de cópias de seu primeiro disco, Xou da Xuxa 1.

Hoje, aos 73 anos, Araújo comanda seu escritório de assessoria artística. Diz que o segredo para o sucesso no mercado fonográfico é saber lidar com o ego dos artistas. “Em toda minha carreira só briguei com a Elis Regina. Ela era muito briguenta”, diz Araújo. “Fizemos as pazes em um jantar e ela assinou um contrato com a Som Livre para lançar um disco”, diz. Apenas uma faixa, o bolero Me Deixas Louca, chegou a ser gravada para a trilha da novela Brilhante. Elis morreu poucos dias antes de entrar no estúdio da Som Livre para gravar seu novo álbum. “Foi uma pena. Elis era fantástica. A melhor cantora que já vi”, diz Araújo.

“As coletâneas da Som Livre foram um achado de marketing”, diz Ezequiel Neves. O produtor musical trabalhou na empresa do final dos anos 70 até o final dos anos 80. Conhecido também como Zeca Jagger, por sua proximidade com a geração de ouro do rock brasileiro, Zeca foi um dos mentores de Cazuza e do grupo Barão Vermelho. Essa relação fica clara no filme Cazuza - O tempo não para, que mostra a relação entre o produtor e o poeta.

Modesto sobre seu trabalho, Zeca prefere fazer elogios ao amigo João Araújo - “Ele é um cara fantástico da indústria brasileira” - e diz que o melhor disco produzido pela gravadora foi Acabou Chorare, dos Novos Baianos. Para ele, a Som Livre revolucionou o mercado de discos no Brasil. “Para a música, apesar de ter coisas raras em seu acervo, talvez, tenha menos importância”, diz. Segundo Zeca, o mercado dos anos 70 e 80 passou por uma grande crise em que ninguém tinha dinheiro para comprar um disco de um artista só. “As coletâneas, não só de novelas, mas também de músicas francesas e americanas, foram um grande achado de marketing. A pessoa comprava um disco e ouvia um monte de artistas”, afirma.

Atualmente, Zeca, que está com 73 anos, escreve encartes para uma coleção chamada “ O Baú do bicho-grilo”, com relançamentos de discos históricos de Jorge Mautner, Erasmo Carlos e Naná Vasconcelos. Saudades dos estúdios? “Não voltaria para estúdio nem amarrado! A pior parte de ser produtor é ficar naquela clausura. É pior do que entrar para um convento!”, diz, fiel ao estilo livre do rock’n roll.


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