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18 de abr de 2010


Mordomos que Roubaram a Cena nas Novelas

(Nathalia Thimberg, Sérgio Mamberti e Renata Sorrah, em Vale Tudo)

Os mordomos ou empregados de novelas ou minisséries, nem sempre são interpretados pelos atores principais, mas no decorrer da história se tornam mais importantes ou com mais destaque do que os protagonistas. Em algumas obras, ele esconde o segredo da trama ou é o culpado por alguma crise ou falcatrua. 

Mas nem sempre ele é o culpado. A fórmula usada à exaustão por Agatha Christie para manter o suspense em seus romances policiais tem versão amenizada nas telenovelas brasileiras - o que não significa que o similar, travestido com o traje menos pomposo de copeiro, não mereça o mesmo destaque das tramas.

Lajar Muzuris, Renato Pedroso, Sérgio Mamberti e Raul Cortez já enfrentaram o papel e deram a ele status de estrela. Não foi à toa que Carlos Manga, diretor do núcleo de novelas das 20h da Globo, em 1998, convidou o veterano ator Carvalhinho para dividir a cena com atrizes do porte de Cleyde Yáconis, Etty Fraser e Claudia Jimenez, no papel de Cláudio, em Torre de Babel. Antes, porém, fez questão de saber se sua memória estava boa para decorar textos: "Decoro até samba de fundo de quintal", respondeu o saudoso ator Carvalhinho. Cláudio não faria piada melhor.

A aparição da fachada da casa da maquiavélica Deolinda Falcão (Cleyde Yáconis) era a senha para as cenas mais engraçadas da novela. Era lá que se concentravam os diálogos mais leves e divertidos da trama - seja na interpretação da dona da mansão, na de seu filho, Edmundo Falcão (Victor Fasano), na da impagável Bina (Claudia Jimenez) ou na do chaveirinho Luzineide (Elaine Costa). Com tanta gente boa disputando alguns minutos de cada capítulo, ainda sobrava tempo para Carvalhinho mostrar que não está ali para figuração. "Tenho medo de cair na chanchada, na mediocridade, no rés-do-chão", confessa.

Bobagem. Com a experiência acumulada em comédias, ainda sobrava espaço para, volta e meia, ele pôr um "caco" no texto. "Geralmente eram coisas engraçadas que me ocorriam na hora".

Na verdade um dos primeiros mordomos - ou melhor, copeiros - de novela apareceu em "Assim na Terra Como no Céu", de Dias Gomes. O ator Lajar Muzuriz, nascido na Grécia e que já morava no Brasil há 50 anos, desenvolveu um trabalho genuíno na pele de Kustantopulus, uma figura curiosa, mas sem maiores envolvimentos no crime praticado por Nívea (Renata Sorrah).

Em 1999, quando fiz uma matéria parecida, o escritor e novelista Dias Gomes me concedeu o seguinte depoimento:

- Eu nunca fiz um mordomo em minhas novelas, mas criei este para o Lajar que é um ator que gosto muito. Ele era o contraponto para o Renatão (Jardel Filho), aquele que participava de suas mazelas e sabia de tudo. Era um personagem acima de tudo, divertido - lembrou Dias Gomes.

O ator Lajar Muzuris comentou com carinho, em 1998, o que foi seu personagem. "Eu era o secretário particular do Renatão", contou o ator, que depois fez "O Rebu" e, logo a seguir, voltou como copeiro em "Sétimo Sentido", na qual interpretava o secretário de Eva Todor apaixonado pro uma menina.

"Eu era engraçado, mas não chegava à comicidade", diz. "Eu ajudava Renatão a se livrar da malícias as mulheres que queriam conquistá-lo. Quando ele perguntava o que poderia fazer, eu dizia: "Humanidade, humanidade, perversa de doer... Cuidado, porque a maldade é mortal!"Foi um dos primeiros bordões popularizados por um copeiro numa telenovela. Mas não foi só. Como falava grego, Lajar adaptava frases que Dias Gomes escrevia, mesmo que não passassem de ditados populares como "em briga de marido e mulher, não se mete a colher". A intimidade entre os dois personagens era tão grande que, num dos capítulos da novela, eles, de brincadeira, trocaram os papéis. "O Kustantopulus seria mais parecido com o bobo da corte".

Depois dele, a lista cresceu feito praga. Na década de 70, Raul Cortez foi Sebastião, copeiro do banqueiro interpretado por Rodolfo Mayer na novela "Xeque e Mate", e Jonas, em "A Rainha da Sucata".

Em 1978, foi à vez de Renato Pedroso ganhar destaque na novela "Dancin Days", de Gilberto Braga, ao viver o copeiro que servia à vilã Yolanda Pratini (Joana Fomm).

Enquanto o ator Cláudio Curi interpretava o Jacinto em "Roda de Fogo". Além de homossexual ele era um ex-torturador, marcou por outra habilidade: as massagens que aplicava no patrão Mário Liberato (Cecil Thiré).

A galeria é engrossada ainda por Sérgio Mamberti. Em "Vale Tudo", de Gilberto Braga e Aguinaldo Silva, ele viveu o inesquecível Eugênio - um copeiro fino e requintado, que falava inglês e francês e ainda fazia comentários sobre Kim Novak e Betty Davis para consolar a pinguça Heleninha Roitman (Renata Sorrah). Para sublinhar sua afetividade, sonhava com Audrey Hepburn e não se cansava de citar mitos que fizeram a cabeça de várias gerações, como Rita Hayworth: "A fantástica Gilda", costumava afirmar. Em "Transas e Caretas", de Lauro César Muniz, voltou no papel - agora como um copeiro que tocava cello, mas se vestia de baiana no carnaval. 

Em "A Próxima Vítima", de Sílvio de Abreu, o ator Vítor Branco interpretou o Alfredo, aquele que acabava conquistando a amante do patrão e ainda tentava dar um golpe na mansão dos Ferreto. Gilberto Braga já havia criado o copeiro conquistador em "Pátria Minha". Que foi o Breno, vivido por Jarbas Toledo, aquele que não se cansava de lavar para o seu quarto a vilã Loretta (Marieta Severo), que lá revelava suas mais loucas fantasias.

"Pela sinopse da novela, não esperava ter alcançado tanto sucesso", diz Cláudio Curi.

Surpresa igual teve Pedroso. "O copeiro, que só chamava Yolanda Pratini de Madame com o devido sotaque francês, marcou muito" - afirmou o ator.

"Roda de Fogo" foi a minha primeira novela na Globo e me deu muito sorte. “Gostaria de fazer outro personagem igual” – Curi lembra com saudade.

Cláudio não é o único a representar a classe em "Torre de Babel". Carlito, interpretado por Duda Mamberti, fez o copeiro mais tradicional da trama: "Quando vi o personagem falei para meu pai (Sérgio Mamberti): ’Este é o Eugênio jovem, que não vê cinema, é culto, mas não cinéfilo. Há em torno dele um mistério que procuro passar com o meu trabalho" - comentou Duda. Carlito fazia parte da linha mais dramática da história.

O autor Gilberto Braga, que já apelou para personagens assim em suas novelas, admite uma atração especial por tipos simples. "Desde cedo aprendi a dar importância ao ser humano, independentemente de sua formação cultural", revelou.

Dias Gomes garante que esses personagens não são privilégio das novelas. Na minissérie "Ninguém é de ninguém", que ele tinha escrito, tinha um mordomo. "Trata-se de um personagem que tem certa importância na história marcada por um assassinato" - diz o autor. "Todo mundo sempre acha que o mordomo é o assassino, mas nem sempre é."

No máximo, chega a suspeito. As telenovelas estão para os romances de Agatha Christie assim como os programas de auditório da TV estão para os festivais da canção.

"Mordomo é coisa de inglês, como o do filme de "Vestígios do Dia", vivido por Anthony Hopkins", esclarece Gilberto Braga. "Mordomo é como um chefe dos empregados. Aqui, o que temos são os copeiros".

Cláudio, vivido por Carvalhinho, não podia ser acusado de nada. Não havia sequer qualquer indício de que tinha algo a ver com a explosão do shopping Tropical Towers, principal mote da trama. Ainda assim, não se negava a acobertar as tramóias da patroa ou do patrão. Pode não ser culpado, mas não é santo. Enfim: é o gato da casa.

Como declarou Aguinaldo Silva, a repórter Simone Mousse, “o mordomo é aquele que põe um pouco de ordem na orgia”.

Esta frase explica a presença constante desse profissional em suas novelas. O que não significa que não tenha o seu brilho.

- São os mordomos que baixam o tom no ambiente caótico em que vivem os patrões. Por saberem tudo sobre os patrões, costumam dar lições de ética ao manter tudo em segredo. O mordomo não é apenas o suspeito das histórias policiais, é o fiel servidor de figuras em geral indignas de serem servidas por eles – lembrou Sérgio Mamberti.

Para Aguinaldo: "Nas minhas novelas, o mordomo complementa o patrão e acaba se tornando a parte melhor dele. O de “Vale tudo”, da qual fui co-autor (com Gilberto Braga), era fantástico. Mas um cacoete dos autores é fazer mordomos gays" — afirma Aguinaldo, cujo último mordomo foi Alfred (Ítalo Rossi), de “Senhora do destino”. 

Em “Sete pecados”, Antero (Marcelo Médici) era o criado traidor de Romeu (Ary Fontoura).

- Mordomos são ótimos em novelas, porque vivem na intimidade da casa - diz o autor, Walcyr Carrasco.

Com seu bordão “Eu pareço, mas não sou”, Tadeu Mello roubou cenas como Venâncio, de “Porto dos Milagres” (2001), de Aguinaldo Silva. Mesmo franzino, era conhecido por sua potência sexual.

- Venâncio desenvolveu química com o público. Um belo dia sai na rua e já me cumprimentaram como o mordomo— diz o ator.

Para o escritor Ricardo Linhares, mordomo é um termo meio cafona, que praticamente caiu em desuso.

- Hoje, foi substituído por copeiro, ou secretário, ou administrador da casa. Aquele mordomo pomposo fica bem em filme inglês de época ou em comédia. Não combina com história realista urbana. Venâncio trabalhava para a perua da cidade (Zezé Polessa), uma novo-rica. Como era comédia e se fazia uma crítica social, se encaixava bem — diz Linhares.

Mas que às vezes são engraçados são.



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