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18 de abr de 2010


Os sedutores vilões das novelas que ganham a simpatia do público

Quase todas as novelas têm um personagem mau. O pior é que esses vilões acabam caindo no agrado do grande público. Nos primórdios da TV Globo a atriz Neuza Amaral viveu Viridiana Albuquerque de Lima, na novela “A Grande Mentira” (1969). Ela talvez tenha sido a primeira vilão das novelas da Globo. (Neuza Amaral em seu livro "Deixa comigo")

Mas afinal o que atrai o telespectador para esse tipos tão perversos e ao mesmo tempo tão sedutores. A repórter Simone Mousse, da Revista da TV, de O Globo, fez uma excelente matéria sobre esse assunto. Vou reeditar alguns trechos do texto escrito pela minha querida Simone. Leia e faça você mesmo o julgamento. Enquanto autores de novelas e atores explicam por que os vilões são mais sedutores.

Qual desses diálogos é mais fascinante? O da ardilosa serpente induzindo Eva a comer a maçã proibida ou o de Adão e Eva trocando melosas juras de amor no Éden? A provocação, feita pelo autor Ricardo Linhares, ajuda a entender por que os vilões vêm roubando as cenas nas novelas e dando ibope aos atores que os interpretam. Mesmo maus, eles são compreendidos. E até amados. Lilia Cabral, dona absoluta de alguns dos melhores momentos de "Páginas da vida" com sua Marta de brilho interesseiro no olhar, é o símbolo da vilã deliciosamente possível, da megera que pode morar no apartamento vizinho. É capaz de usar o neto pequeno para engordar sua conta bancária e, no dia seguinte, chorar assistindo ao filme "Casablanca". Os especialistas garantem: um folhetim clássico não existiria sem o mau-caráter para fazer contraposição ao herói. Se o vilão é sem sal, pode escrever: a novela não emplaca. E os maus atravessam uma grande fase.
Há vilões e vilões - do simples mau-caráter ao psicopata.

- É uma evolução natural, principalmente por causa das vilanias da vida real, incluindo aí políticos e bandidos que nos ameaçam diariamente. Os vilões da ficção ficaram menos duros - opina o Manoel Carlos.

Silvio de Abreu, que já deu asas a pérfidas como Bia Falcão, em "Belíssima", e Laurinha Figueiroa, em "Rainha da Sucata", explica por que o vilão é fundamental na estrutura de uma telenovela:

- Alfred Hitchcock já dizia que uma trama é boa quando o vilão é bom, e eu concordo. O vilão é quem leva a ação, arma a história, faz a trama avançar e acontecer. É para aplacar suas maldades que o mocinho entra em cena.

Quase dá para dizer que, em determinadas tramas, o vilão é o protagonista e o herói, o coadjuvante. Todo mundo sabe quem foi Leôncio (Rubens de Falco), de "Escrava Isaura", que barbarizou a vida da mocinha; já do mocinho, Álvaro (Edwin Luisi), perfeitinho demais, ninguém se lembra direito.

- Os mocinhos são Adão e Eva no paraíso, vivendo felizes e em paz. Ou seja, sem ação - comenta Ricardo Linhares, que escreveu com Gilberto Braga a novela "Paraíso tropical". - Como todos sabem felicidade em novela não rende, nem dá audiência. Os vilões seduzem as platéias. É como se projetássemos neles toda a nossa maldade. E todos nós temos um lado mau, por mais que tentemos negar. A maldade da ficção nos liberta da nossa própria maldade. É uma catarse. O personagem faz e diz coisas que nós gostaríamos de fazer e dizer, mas somos policiados no dia-a-dia. A maldade é um instinto natural, continua existindo, mesmo que censurada. Os vilões, porém, agem livremente, sem freios morais.

(Joana Fomm esteve impagável no papel de Perpétua em "Tieta") Os atores costumam dizer que preferem interpretar os antagonistas, porque dão mais margem à criatividade.

- O vilão não sabe que é vilão. Não podemos julgá-lo, temos que nos divertir com ele, até na crueldade. E ele nos dá margem para voar - comenta Marcelo Serrado, ator que amadureceu dando vida a Nogueira, o delegado sem caráter de "Vidas opostas", da Rede Record.

Silvio de Abreu acha que há outros motivos além desse para explicar a atração.

- Como personagem, o vilão é mais interessante, mais lúdico, mais divertido de fazer - explica. - Acho que é fascinante poder praticar maldades sem ser castigado. Trair, enganar, roubar e até matar, sentir o gostinho de fazer tudo o que sempre foi proibido sem a menor culpa e na certeza de que, deixando o estúdio, tudo não passou de fantasia.

Osmar Prado, que viveu intensamente o maquiavélico Barão de Araruna na segunda versão de "Sinhá Moça", adora esse tipo de personagem.

- O demônio é fascinante! Eu não vejo nada de forma maniqueísta. Até Hitler, que interpretei no teatro, tinha momentos de ternura entre os de extrema cólera - conta.
 
Não são somente autores e elenco que adoram um vilão. O público sente-se atraído pelas víboras. Mas, conservador, nem sempre gosta de finais felizes para elas. Quando Silvio de Abreu deu a Bia Falcão (Fernanda Montenegro) um desfecho glamoroso em "Belíssima", em Paris com um garoto de programa, os telespectadores chiaram. Essa relação de amor e ódio pode levar o vilão a um fim redentor.

- Se for bem fundamentado, o final de um vilão pode ser feliz. Obviamente, o público prefere que ele primeiro pague pelos erros. Mas até sobre isso há mais tolerância - arrisca Manoel Carlos.

Gilberto Braga lembra que, em "Vale tudo", chocou todo mundo ao dar um desfecho conveniente a um personagem escroque. Marco Aurélio (Reginaldo Faria) fugiu com o dinheiro roubado.

- O público reagiu bem ao vê-lo dando a banana - recorda ele, mencionando uma cena que ficou famosa.

Marcílio Moraes, que em "Vidas opostas" criou vilões cujos intérpretes vêm sendo elogiados, como Nogueira (Marcelo Serrado) e Jacson (Heitor Martinez), discorda:

- Se o autor trabalha com vilões é porque faz novela com técnicas tradicionais. Assim, não puni-los é trair o pacto estabelecido com o público.

Dez grandes víboras do horário nobre

Nazaré (Renata Sorrah): A vilã de "Senhora do destino" (2004), de Aguinaldo Silva, seqüestrou uma criança e matou o marido, entre outras maldades
Maria Altiva (Eva Wilma): A megera de "A indomada" (1997) tanto aprontou que acabou virando fumaça no fim, depois de ser atingida por um raio; Laura (Cláudia Abreu): A "cachorra" de "Celebridade" (2003), de Gilberto Braga; Felipe Barreto (Antônio Fagundes): "O dono do mundo", de 1991; Bia Falcão (Fernanda Montenegro): Maquiavélica em "Belíssima" (2005); Marcos (Dan Stulbach): Espancava a mulher em "Mulheres apaixonadas", de Manoel Carlos; Perpétua (Joana Fomm): Em "Tieta" (1989), ela mostrou-se uma mulher amarga, cruel e vingativa; Adma (Cássia Kiss): Em "Porto dos Milagres", ela usava um anel com veneno; Laurinha (Glória Menezes): A vilã de "Rainha da Sucata", de Silvio de Abreu (1990); Odete Roitman (Beatriz Segall): A megera acabou morta em "Vale tudo".



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