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18 de abr de 2010


Paulo Autran - O Maior Ator do Teatro Brasileiro

Hoje (12 de outubro de 2007), devemos parar as máquinas para fazermos uma reflexão: Paulo Autran faleceu.


Com ele morre o maior exemplo de profissionalismo do teatro brasileiro. Peço licença aos amigos do blog Nostalgia para render esta homenagem a este grande ator brasileiro.


Dizem que a primeira vez a gente nunca esquece. Não sei se é verdade. Não me lembro, por exemplo, qual foi a primeira vez em que fui ao cinema. Mas me lembro muito bem da primeira vez no teatro. Foi "O Homem de la Mancha" (foto 2), ele atuava ao lado de Bibi Ferreira e Grande Otelo, na peça que inaugurou o Teatro Adolpho Bloch, no Edifício Manchete, no Rio de Janeiro.  Eu sei que cada um tem uma história para contar de uma emoção maior quando viu um ou outro ator interpretando este ou aquele personagem, mas... quem não viu Paulo Autran cantando... cantando, não, declamando "Sonho impossível", a mais que perfeita versão de Chico Buarque e Ruy Guerra para o "hit" da Broadway, o musical "O Homem de la Mancha", perdeu um momento mágico do teatro brasileiro. Paulo Autran era tão bom que, mesmo sem saber cantar, brilhava até em musicais.  Nunca vou esquecer aquela figura “esquelética” vivendo o  inesquecível Dom Quixote.


 



A partir deste dia, nunca mais perdi um só trabalho do ator, seja no cinema, teatro ou televisão. Na memória, vou guardar “O Homem de La Mancha”, “Dr. Knock”, “A morte do caixeiro viajante”, “Pato com Laranja”, peça que inaugurou o Teatro Villa-Lobos, em Copacabana, Rio de Janeiro, e “Visitando o Senhor Green”, entre outros. Fica registrado um pedido aos senhores administradores e secretários de cultura do Estado, porque não rebatizar o Teatro Villa-Lobos como Teatro Paulo Autran. Afinal, foi ele quem inaugurou o espaço. Seria uma bonita homenagem do Rio de Janeiro, sua cidade natal, ao mestre dos atores.


Na TV, ficará para sempre registrado, sua estréia em ”Pai Herói” (foto 4), como Bruno Baldaracci. Assim como sua inesquecível atuação, ao lado de Fernanda Montenegro, em “Guerra dos Sexos”, como Bimbo.


O  carioca Paulo Autran morreu hoje aos 85 anos. A informação foi confirmada pelo Hospital Sírio-Libanês (centro de SP), onde ele estava internado em estado grave. Ele já havia sido internado no sábado passado (5) e recebido alta na terça-feira (9). Fazia tratamento de rádio e quimioterapia. O ator estava sob os cuidados médicos de Dráuzio Varella. Segundo nota do hospital, o ator morreu às 16h10.


O corpo de Paulo Autran será velado na Assembléia Legislativa de São Paulo, na zona sul da capital paulista, a partir das 19h de hoje. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês.


Segundo informações do ator Celso Frateschi, que chegou há pouco ao hospital Sírio Libanês,  o corpo do ator Paulo Autran, morto nesta sexta-feira aos 85 anos, deve ser cremado. Emocionado, o ator comentou a morte de Paulo Autran.


- "Paulo é meu padrinho de casamento. Foi uma pessoa muito importante na minha vida pessoal. Como homem público, como ator, ele é sinônimo de teatro. Para ele, acho que a morte foi um sossego, porque estava sofrendo muito com a doença. Mas, para todos nós, é uma perda irreparável", disse ele.


A carreira do ator:


Paulo Autran nasceu em 7 de setembro de 1922, no Rio de Janeiro. Mudou-se ainda pequeno para São Paulo, onde viveu desde então. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo, chegou a abrir um escritório antes de assumir a carreira artística.


Desapontado com a profissão de advogado, participou de algumas peças teatrais amadoras, tendo sido convidado a estrear profissionalmente com a peça "Um Deus dormiu lá em casa" (foto 3), com direção de Adolfo Celi, no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). No começo relutou, afirmando não ser ator profissional.


Entretanto, após receber o incentivo de sua grande amiga Tônia Carrero, famosa atriz brasileira, aceitou o desafio. A peça, que estreou para o grande público no dia 13 de dezembro de 1949, tornou-se um grande sucesso, rendendo inclusive alguns prêmios para o jovem ator.


Após seu primeiro êxito comercial, Autran resolveu largar a advocacia e passou a se dedicar exclusivamente a carreira artística, dando prioridade ao teatro, sua grande paixão. Chegou a atuar em alguns filmes e telenovelas, mas é no palco que desenvolve sua arte e se tornou conhecido, vindo a receber a alcunha de "O Senhor dos Palcos".


Durante sua carreira, estabeleceu importantes parcerias. Entre elas, com diretores como Adolfo Celi, Zbigniew Ziembinski e Flávio Rangel; e atrizes, como Tônia Carrero e Karen Rodrigues. Estreou seu 90º espetáculo em 2006, a peça O avarento, de Molière.


 


Trabalhos na televisão


1998 - Hilda Furacão (minissérie)... padre Nelson


1990 - Brasileiras e brasileiros


1987 - Sassaricando.... Aparício Varella


1983 - Guerra dos sexos.... Otávio de Alcântara Rodrigues e Silva (Bimbo/Dominguinhos)


1981 - Os imigrantes.... Paco Valdez


1979 - Pai herói.... Bruno Baldaracci (Nuno)


Trabalhos no cinema


2006 - O ano em que meus pais saíram de férias


2006 - A máquina


1999 - Tiradentes


1999 - Oriundi


1988 - Fogo e paixão


1987 - O país dos tenentes


1967 - Terra em transe, de Glauber Rocha


1954 - É proibido beijar


1953 - Destino em apuros


1953 - Uma pulga na balança


2007 - O passado, foi seu último filme. Lançado, em 26 de outubro, depois de sua morte, sob a direção de Hector Babenco


No teatro, foram 90 espetáculos e diversos prêmios. "O Avarento" foi sua 90º montagem teatral. A peça foi traduzida e adaptada por Felipe Hirsch.


Confira abaixo a trajetória de Paulo Autran no Teatro:


1949 - Um Deus Dormiu Lá em Casa, de Guilherme Figueiredo


1950 - Amanhã não vai chover, de Henrique Pongeti


1950 - Helena Fechou a Porta, de Accioly Netto


1950 - Don Juan, de Guilherme Figueiredo


1951 - Seis Personagens a Procura de Um Autor, de Luigi Pirandello


1951 - Arsênico e Alfazema, de Jhon Kesserlring


1951 - Ralé, Maxim Gorki


1951 - A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho


1952 - Diálogo de Surdos, de Clô Prado


1952 - Para Onde a Terra Cresce de Edgard da Rocha Miranda


1952 - Antígone


1953 - Na Terra como no Céu, de Frtz Hochwalder


1953 - Treze à Mesa, de Marc-Gilbert Sauvajon


1953 - Se eu Quizesse, de Paul Géraldy e Robert Spitzer


1953 - Uma Certa Cabana, de André Roussin


1954 - Mortos Sem Sepultura, de Jean-Paul Sartre


1954 - Uma Mulher do Outro Mundo


1954 - E o Noroeste Soprou


1954 - Leonor de Mendonça


1956 - Othelo de Shakespeare


1957 - Frankel, de Antônio Callado


1957 - Essses Maridos, de George Axelrold


1957 - Auto da Infância de Jesus Cristo ou Natal na Praça


1957 - Ilhas das Cabras, de Ugo Beti


1958 - Espetáculo Individual de Paulo Autran


1959 - Seis Personagens à Procura de Um Autor, de Luigi Pirandello


1959 - A Torre de Marfim


1961 - Tiro e Queda


1961 - Lisbela e o Prisioneiro de Osman Lins e Carlos Kroeber


1961 - Um Castelo na Suécia, de Françoise Sagan


1962 - My Fair Lady


1962 - Um ator em Tempo de Literatura


1964 - Depois da Queda, de Arthur Miller


1965 - Liberdade, Liberdade, de Flávio Rangel e Millôr Fernandes


1965 - Paulo Autran da 1 às 2, dirigido por Flávio Rangel


1966 - A Dama do Maxim, de George Fredeau


1966 - Show de Paulo Autran


1967 - Édipo Rei


1968 - O Burguês Fidalgo, de Molière


1969 - Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto


1970 - Liberdade, Liberdade, com texto escrito por vários integrantes do Grupo Opinião


1970 - Macbeth, de William Shakespeare


1971 - As Sabichonas, de Molière


1971 - Só Porque Você Quer, de Pirandello


1972 - Em Família, de Oduvaldo Vianna Filho


1973 - Coriolano, de William Shakespeare


1973 - O Homen de La Mancha, musical de Dale Wasserman


1974 - Dr. Knock, de Jules Romains, direção de Celso Nunes


1975 - Equus, de Peter Schaefer, direção de Celso Nunes


1976 - Dr. Knock, de Jules Romains


1976 - A Morte do Caixeiro Viajante, de Arthur Miller


1978 - Pato com Laranja, de W. Home


1981 - O Homen Elefante, de Bernard Pomerance


1982 - Traições, de Harold Pinter, direção de José Possi Neto


1983 - A Amante Inglesa, de Margarite Duras


1984 - É Tudo a Roubar


1986 - Quando o Coração Floresce


1987 - Tributo, de Bernard Slade


1988 - Solness o Construtor, de Henrik Ibsen


1988 - O Quadrante


1989 - A Vida de Galileu, de Bertolt Brecht


1990 - Mundo Vasto Mundo


1991 - Seis Personagens a Procura de Um Autor


1993 - O Céu Tem Que Esperar, de Paul Osborne


1994 - A Tempestade, de William Shakespeare


1995 - As Regras do Jogo, de Noel Coward, dirigido por Marco Nanini


1996 - Rei Lear, William Shakespeare, direção de Ulisses Cruz


1999 - O Crime do Dr. Alvarenga, de Mauro Razi


2000 - Visitando o Sr. Green de Jef Baron


2002 - Variações Enigmáticas de Eric, de Emmanuel Schmitt


2002 - O Quadrante


2004 - Visitando o Sr. Green


2005 - Adivinhe Quem Vem Para Rezar


2006 - O Avarento de Molière


 


Todos os teatros deveriam fechar neste fim de semana em luto a Paulo Autran. Por outro lado, todos os artistas deveriam estar em cima do palco, como ele considerava ideal. É uma perda muito grande para o teatro brasileiro.


Paulo Autran, Deus te acompanhe. Qualquer dia, a gente se encontra.  


 Veja a antológico cena do ator em "Guerra dos Sexos", ao lado da atriz Fernanda Montenegro:


 





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