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2 de jul de 2011


Aplausos, cascudos e bagaços após um gol de rei

Penúltima rodada do campeonato paulista de 1964. O Pacaembu estava lotado.


Já fazia dez anos que o Corinthians não ganhava um título e sete que não vencia o Santos, aquele timaço de Pelé, que ganhou tudo o que pôde nos anos 60.


Como se fosse um bom sinal, aos sete minutos do primeiro tempo o camisa sete Ferreirinha abre o marcador para o Corinthians. Muito cedo, pensaram os mais pessimistas.


Com razão. Logo em seguida, Coutinho empata.


Mas a tarde daquele domingo, 6 de dezembro, parecia diferente.


O Corinthians ainda lutava pela taça, e Bazani, aos 27, pôs o Timão na frente outra vez.


Em seguida, Coutinho, ele de novo, tratou de empatar, e o primeiro tempo acabou 2 a 2.


Mas, no intervalo, havia um sopro de confiança entre a maioria corintiana no estádio. Afinal, daquela vez era o Santos quem corria atrás do Corinthians, e não o contrário, como de costume.


Sopro vão. Pelé, aos quatro minutos, de novo aos onze e mais uma vez aos quinze, os dois últimos em pênaltis marcados por Armando Marques, fez Santos 5, Corinthians 2.


Mais um ano de fila, mais um ano de tabu.


Como não está morto quem peleia, Silva diminui aos 35. Mais uma esperança…


Mas Coutinho faz 6 a 3, apenas dois minutos depois. Muitos se levantam e começam a ir embora.


O menino de catorze anos, corintiano do fundo do coração, permanece desolado nas gerais, vendo mais um ano ir-se embora sem título e sem vitória sobre o poderoso Santos de Pelé & Cia.


Eis que de repente, não mais que de repente, como disse o poeta, um cruzamento vem da ponta esquerda para a altura da meia-lua da área corintiana.


Faltavam poucos minutos para o jogo terminar. De bate-pronto, sem pensar nem pestanejar, Pelé enche o pé direito, e a bola estufa as redes de Heitor, no ângulo, inapelável, um gol de fábula, digno de um rei.


O menino se levanta, instintivamente, e aplaude. E leva um par de cascudos e uma chuva de bagaços de laranja nas costas.


“Traidor!”, ele ouve, entre outras ofensas bem menos publicáveis.


O clima fica insustentável para ele, que, sem alternativas, busca o portão de saída, cabeça duplamente inchada – 7 a 3 para o Santos por dentro, dois cascudos ardidos por fora, mais os bagaços.


Vai embora ainda a tempo de ver Silva, de pênalti, marcar o quarto gol corintiano, inútil.


Foi a primeira e única vez em que apanhei num campo de futebol.


(Extraído do livro “Meninos, eu vi”, de Juca Kfouri, editoras DBA/Lance!)

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