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2 de jul de 2011


Debaixo de chuva, o jogo que mais me emocionou

O jogo mais emocionante de minha vida não foi do Corinthians nem da seleção brasileira.


Foi do Santos, o segundo contra o Milan, no Maracanã, na decisão do Mundial de Clubes de 1963.


E me valeu dois anos de saúde. Conto.


O Santos, com Pelé, havia perdido o primeiro jogo, em Milão, por 4 a 2.


A revanche, que poderia forçar um terceiro e decisivo jogo, aconteceu quase um mês depois, em novembro, no meio da semana.


Em vinte minutos, os italianos, com craques como os zagueiros Maldini e Trapattoni e atacantes do porte dos brasileiros Mazzola (campeão mundial pelo Brasil em 58) e Amarildo (bicampeão mundial pelo Brasil em 62), além de Rivera, já venciam por 2 a 0.


O Santos jogava sem dois titulares fundamentais, o zagueiro Calvet e o volante Zito.


E sem Pelé.


Eu tinha treze anos e já começara a cultivar o péssimo hábito de fumar.


No intervalo do jogo, que via pela tv, fui ao banheiro para fumar escondido e, olhando para o espelho, prometi: se o Santos virar, paro de fumar.


Parecia que Deus tinha me ouvido. Se não ele, ao menos São Pedro ouviu.


Porque o segundo tempo começou debaixo de uma das maiores tempestades que me lembro de ter visto na vida.


E, logo aos quatro minutos, de falta, Pepe diminui.


Aos oito, outra falta para o Santos, e me lembro como se fosse hoje do narrador da tv Record, Raul Tabajara, declamando os Lusíadas, de Camões, antes que Dalmo a batesse.


“Cessa tudo que a antiga musa canta que uma voz mais alta se alevanta” – e pimba!


A falta cobrada pelo lateral desvia em Mengálvio e morre no fundo das redes milanesas. Era o gol de empate, 2 a 2.


Tenso, angustiado, eu começava a dar adeus ao cigarro, sem me arrepender da troca.


À época, o Ministério da Saúde não avisava que o cigarro faz mal e que as crianças começam a fumar por verem seus pais fumando.


Os meus fumavam, mas aos dezesseis minutos Lima pega a bola, leva a defesa italiana e estabelece a virada.


O Maracanã, com 130 mil pessoas, vinha abaixo junto com a abençoada chuvarada.


E, cinco minutos depois, outra vez de falta, Pepe estabelece o placar final, o mesmo de Milão, 4 a 2, num jogo para nunca mais esquecer.


Na negra, de pênalti, Dalmo deu o bicampeonato ao Santos.


Como acontecera um ano antes, na Copa do Chile, quando Amarildo substituíra Pelé de maneira irrepreensível e ajudara a seleção a conquistar o bi mundial, Almir, o Pernambuquinho, liderou o Santos naquelas duas partidas.


E eu só comecei a fumar para valer dois anos depois desse jogo, aos quinze.


Talvez porque nunca mais tenha visto na vida um jogo como aquele.


(Extraído do livro “Meninos, eu vi”, de Juca Kfouri, editoras DBA/Lance!)

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